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A trilogia do preconceito


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São Paulo(fora a meia de compresão…) – É notório que mulheres sofrem mais preconceitos que os homens. Não é necessário ler o “Livreiro de Cabul”, da jornalista norueguesa Asne Seierstad, nem morar no Afeganistão para notar esse tipo de atitude em nosso dia-a-dia, seja, a discriminação profissional, comportamental, nas mais variadas situações.

No mundo da corrida, em especial no Brasil, devemos, no entanto, abrir um parêntese para um tipo de discriminação que os homens sofrem. O título deste texto foi cunhado observando três preconceitos – muitas vezes velados – que nós homens sofremos, e pior, o preconceito não vem das mulheres e sim de homem para homem.

São eles no meu ponto de vista:

Calção – Quando corremos na rua com calções específicos para corridas, aqueles com fendas laterais abertas, somos tratados com sarcasmo, já que é fácil perceber piadinhas e risadas irônicas, muitas vezes de cunho homofóbico, como se duvidassem de nossa masculinidade (embora nada tenho contra pessoas “gays”) somente porque estamos vestidos da forma correta e apropriada para um corredor.

Calça legging – A mesma situação descrita acontece com outro vestuário. Quantos e quantos corredores não vestem uma calça legging que sem sombra de dúvida é o mais apropriado item de vestuário para proteger as pernas em baixas temperaturas por vergonha? Hilário quando eu lembro que andava de legging pela quinta avenida em Nova York e as pessoas nem olhavam, isto é algo que nem penso em repetir em terras tupiniquins, na “moderna” Av. Paulista, por exemplo.

Depilação – Talvez esse é o item de maior preconceito. “Hummm, você se depila?”, ironicamente me perguntaram com o tom de escracho. Como sou resolvido na questão respondo de bate pronto: “depilo minhas pernas, sim”. Em primeiro sem querer ser hipócrita, eu me depilo por razão estética, acho que fica legal. Outro ponto é que facilita e muito as seções de massagens que fazemos, principalmente as feitas com loções friccionadas junto a pele.

Obviamente essas questões apontadas são culturais, e cada pessoa tem seu estilo. Embora não seja adepto a “firulas” como cremes e perfumes, minha ex-editora a Donata Lustosa, me classificou como “metrosexual”. Isso talvez pela depilação, mas o termo não se aplica ao vestuário como o calção e a legging, pois esses são necessidades básicas.

Esses são três exemplos de preconceitos masculinos, de homem para homem. Alguém aí já escutou um homem reclamar que uma mulher esteja bem depilada, que use shorts com fenda lateral ou use uma legging colada ao corpo? Eu acho que não.

Fonte: Blog do Harry


CorreBH

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