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Love is on the run!


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No dia dos namorados, o CorreBH foi buscar casais que correm juntos ou que, por causa da corrida, realizaram suas histórias de amor.

A corrida sempre liga dois pontos: da largada e o da chegada. De uma ponta a outra, todo cansaço e toda dor são superados quando cruzamos a linha de chegada. A corrida também liga as pessoas, unidas pela mesma paixão: o esporte, os quilômetros, os paces, o asfalto.

Mas a corrida liga também os corações! No caso de Tarciso Martins Jr. e de Mariana Matheos, ligou Belo Horizonte a Brasília. E ultrapassou o asfalto. Foi para a igreja e selou uma história de amor. Tudo começou em 2008 na meia maratona do Rio de Janeiro. Ele de BH, ela de Brasília. Ambos fizeram inscrição e foram correr. Tarciso correu os 21km e, parte do percurso, “correu” atrás de Mariana! Isso porque trocaram umas palavras de incentivo, ainda sem se conhecerem. E cada um continuou seu pace. A corrida acabou e os contatos pareciam ter acabado também. Não fosse a boa memória de Tarciso, que decorou o número de peito de Mariana e conseguiu seu nome completo na página de resultados do evento, talvez a história teria outro final.

Tarciso, Mariana e os filhos. O casal se conheceu na Meia do Rio de Janeiro.
Tarciso, Mariana e os filhos. O casal se conheceu na Meia do Rio de Janeiro.

“Com o nome dela, busquei no Google e veio o perfil no Orkut. Começamos a trocar mensagens assim”, relembra ele. Em novembro do mesmo ano, Tarciso foi para Brasília e eles começaram a namorar. Hoje são quilômetros de histórias, 6 anos de casados e dois filhos lindos! Além de ter na corrida um cupido fiel na conquista por Mariana, Tarciso ainda contou com o apoio profissional da esposa, que é personal trainer. Depois da meia do Rio, os dois participaram da São Silvestre, em São Paulo; da Volta da Pampulha, em BH; e da Volta do Lago, em Brasília.  Tarciso completou maratonas e algumas ultramaratonas. Atualmente, os dois moram em Belo Horizonte e continuam a treinar. “Agora um vai com o carrinho de bebê e outro na bike com a cadeirinha”, conta.

A corrida também foi o cupido para a história de Taís Tomita e Juliano Gomes. Eles faziam parte de um grupo de corredores no Twitter, o twittersrun. No dia 14 de julho de 2011, Taís decidiu treinar na Pampulha e fez o convite no grupo: ‘Treino hoje, em frente à Igrejinha, 19h30, quem vai?…’.  Juliano, que já a conhecia virtualmente, juntou a corrida com a vontade de conhecer Taís pessoalmente e foi na hora marcada para a Pampulha. Eles nem sabiam, mas aquele seria o primeiro de muitos encontros. “Naquele dia não tive dúvidas. Taís era, e sempre será, a mulher da minha vida! Me apaixonei no primeiro segundo em que a vi atravessando a avenida em direção a Igreja da Pampulha” conta ele.

Juliano e Taís.
Juliano e Taís marcaram um treino pelo Twitter e ele se apaixonou no primeiro dia!

Durante seis meses, Taís e Juliano se encontraram outras vezes para treinar, até que em janeiro de 2012, eles começaram oficialmente a namorar. Hoje são casados, continuam treinando juntos e, neste ano, fizeram a primeira maratona do casal, a de Santiago, em abril. “Nosso objetivo era completar a prova, sem meta de tempo. Completar a maratona foi como tudo que acontece na nossa vida. Somos um casal que vive em sintonia. A corrida é mais um de nossos momentos de parceria, companheirismo e respeito”, afirma Taís.

Esse mês, Juliano fez uma ultramaratona de 24h em Paragominas, no interior do Pará. “Meu ULTRAmarido virou um ultramaratonista”, conta Taís, que neste desafio não pôde estar ao lado de Juliano, por causa da logística até o local da prova, que é muito complicada. Na casa do casal, tem dois quadros de medalhas, um de cada um. E foram alcançadas com muito suor e amor. Para Juliano, as conquistas em dupla são motivadoras. “Mas minha maior conquista foi o coração de Tais”, garante.

Os casais contaram com a força do esporte favorito para se unirem. A força de um casal é grande e significativa. Mas a força de um casal de corredores ultrapassa barreiras! E quem corre junto, permanece junto? Para Taís, quem corre junto compreende e aceita melhor a rotina de um corredor, o que não é garantia de um relacionamento perfeito. Mas ajuda bastante! E ela confirma: “Confesso que hoje seria impossível ter um ‘não-corredor’ como companheiro”, disse ela explicando que alguém que não corre dificilmente entenderia o motivo de ficar em casa sábado à noite, por exemplo, porque tem prova no domingo cedo. 

E assim os casais dividem os paces, os quilômetros, os asfaltos. As dificuldades também são divididas na mesma proporção. E as vitórias, incrivelmente, vem em dobro! Alguém duvida?  

O CorreBH deseja aos amantes da corrida e a todos os eternos namorados um dia perfeito!


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