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Minha mãe é uma super corredora!


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Se filho de peixe, peixinho é – filho de corredor, corredor é! E no caso de Vera Lúcia Clemente e de sua filha, Hayanne, de nove anos, isso é praticamente uma certeza!  Desde os dois anos de idade, Hayanne vai aos eventos de corrida com a mãe e o pai. Filha única, não demorou muito para começar a gostar. Aos quatro anos, ela começou a cruzar os últimos metros das provas com a mãe e, desde então, não pararam mais de fazer isso!

Para dar luz ao universo lúdico e tornar aquele momento ainda mais mágico, Vera teve a ideia de vestir a mesma roupa que a filha nas competições. Hayanne adorou e assim as duas se tornaram um verdadeiro sucesso nos eventos em Belo Horizonte. Elas já cruzaram juntas a linha de chegada de mais de 200 corridas. Foram vestidas com fantasia de Mulher Maravilha, alunas de Carrossel, Chiquititas, Nega Maluca, bailarina, e outras tantas. “Quando não há uma caracterização específica de fantasia, procuramos dar um toque criativo às roupas que usamos como um lenço, uma pulseira, uma peruca, ou nas cores da meia que utilizamos. Sempre vestidas iguais”, conta Vera. Uma das fantasias, de Garotas dos Anos 90, rendeu à dupla o prêmio de melhor fantasia na 98 Disco Run.

Mãe e filha, Vera e Hayanne se destacam por se vestirem iguais nas provas.
Mãe e filha, Vera e Hayanne se destacam por se vestirem iguais nas provas.

Corredora há 12 anos, Vera acredita que a corrida é um dos maiores legados que se pode deixar porque além de fazer bem para a saúde, a atividade ensina a importância da disciplina, da dedicação e determinação. “Como diz um amigo meu, o melhor que podemos passar aos nossos filhos são os nossos exemplos e é o que tento fazer. Deixar para minha filha exemplos de determinação e dedicação nas provas e treinos, e consequentemente, na alimentação e hábitos saudáveis”, conta. E Vera também acompanha a filha Hayanne nas corridas para a idade dela. Se ser motivo de orgulho dos filhos é praticamente o que toda mãe quer, imagina só o que Vera sentiu quando, ao final de um das corridas em que contou com a companhia da filha, ouviu: “Mamãe, quando eu crescer, quero ser igual a você!”

E o que acontece quando o filho inspira a mãe? Aos 20 anos, a corredora Laís tentou incentivar a mãe, Laurinda Silva, de 40 anos, a iniciar alguma atividade física. Foram várias as tentativas mas Laurinda recusava todas. Até que Laís apareceu com a ideia da corrida.

Pesando 100 kg, há um ano e 11 meses Laurinda foi “picada” pelo bichinho da corrida a convite da filha! Não largou mais! “Nosso primeiro treino foi debaixo de uma chuvinha fina e 13° de temperatura. E o resultado foi a paixão gradativa pelo esporte. Laís cuidava da minha dieta e, junto com o treinador, apertava os treinos e fazia com que eu não parasse ou faltasse. Os resultados vieram rápido e eu mal podia acreditar”. Foram 40 kg a menos e muita disposição!

Laurinda se apaixonou pela corrida depois do incentivo da filha Laís.
Laurinda se apaixonou pela corrida depois do incentivo da filha Laís.

A partir daí a superação, a cumplicidade e a busca pela quebra de limites só cresceram! A corrida trouxe para Laurinda uma forma melhor de viver e ver o mundo. “Conheci pessoas maravilhosas, me alimento bem para correr e durmo melhor. A corrida é minha terapia. Quando me sinto fraca ou forte, feliz ou triste, cansada ou disposta eu saio e corro. Eu me trato, eu me curo”, conta. O incentivo da filha, que pratica o esporte com ela, é um motivo a mais pela paixão que hoje Laurinda tem com a corrida. “Tenho grande admiração pela força de cada atleta. Ver Laís correndo me motiva. Ela é muito dedicada e perseverante, não faz nada pela metade, realiza tudo intensamente e sempre muito bem feito. O exemplo é mais forte do que palavras”, garante ela!

Quando fala de seus filhos – além de Laís, Laurinda é mãe de Marco – ela só tem elogios: “São seres humanos lindos, disciplinados, dedicados, educados, severos e doces, guerreiros, solidários, companheiros, conselheiros. Sou capaz de ressurgir das cinzas quantas vezes forem necessárias sabendo que de volta a vida eu encontrarei os dois”, derrete-se.

Para Laís e Marco, a mãe é o símbolo da humildade, força, bondade e superação: “A mulher que pulou fora da obesidade, deixou pra trás 40 kg e hoje em dia já tem no currículo duas Voltas Internacionais da Pampulha, e se prepara para sua primeira meia maratona. Você é um exemplo de dedicação, de persistência e resiliência. Você nos ensina que querer é poder, e todo dia, ao ir pro trabalho ou pra faculdade, nós nos lembramos nisso”, orgulham-se os filhos de Laurinda.

Laurinda ao lado dos filhos Marcos e Laís.
Laurinda ao lado dos filhos Marcos e Laís.

Para todas as mamães corredoras, que tem em seus filhos sua maior motivação, o CorreBH deseja um domingo com quilômetros e quilômetros de abraços, beijos e muito amor! Feliz dia das mães


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