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Volta da Pampulha 2013 (por Felipe Pimenta)


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O Felipe Pimenta mandou um email pro CorreBH querendo contar pra gente como foi a visão dele em relação a Volta da Pampulha de 2013. A gente publica aqui o relato dele e agradece ao Felipe pelo envio do email. Se você também quiser mandar pra gente o relato de alguma corrida que você tenha feito, fique a vontade! Mande um email para [email protected].

pampulha_2013

A Volta Internacional da Pampulha desponta como a corrida de rua de maior destaque de Minas Gerais. A Volta tem um lado folclórico bastante diverso, contando com a participação de clássicas figuras como o garçon e até mesmo o mosquito da dengue. Entretanto, o lado festivo da corrida somado à desorganização da Yescom atrapalhou bastante o desempenho daqueles que tanto se prepararam para a prova.

A organização tentou, mas as pessoas não respeitaram a largada em baias. A impressão que se tem é que ainda existem pessoas que não imaginam para quê serve o chip de cronometragem. Pensam que o que conta é o tempo total, e não o tempo líquido. Por isso me deparava com pessoas que correm num ritmo muito lento, e que largaram a frente, logo atrás do pelotão de elite. Ora, o tempo líquido só começa a ser cronometrado após se passar pelo pórtico de largada!

Paredões formados por 4 e até 5 pessoas que literalmente andavam pela prova eram bastante comuns. Esses, além de desrespeitarem sua posição de largada, acham que uma prosa entre o grupo ali no meio da corrida é mais importante do que qualquer coisa. Principalmente nas curvas, era impossível desenvolver porque a pista era estreita e havia muitas pessoas num ritmo mais lento.

A Yescom insiste em enfiar “goela-abaixo” nas corridas que promove a água engarrafada da Schin.  Imagine, como abrir uma garrafinha d’água com as mãos encharcadas de suor? Além desse total incomodo ela é pouco eficiente em matar a sede porque o gargalo é muito pequeno em relação a boca de um copo. Faz com que o corredor engula também ar. Além disso, há o risco de acidente porque muitos tampam a garrafa antes de jogá-la ao chão. Ela passa a ter o papel de um obstáculo, como uma pedra. Na prova vi uma moça pisar sobre uma e quase torceu o pé. Isso não acontece com o copo porque ele se deforma.

No geral, uma grande falta de respeito com aqueles que treinaram seriamente para a corrida. Sinto que poderia ter feito um tempo de aproximadamente 2 minutos a menos. O lado festivo da prova deve ser preservado, mas que aqueles que querem brincar, larguem no final.


CorreBH

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