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Tênis adequado x palmilhas corretivas


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Hoje em dia nos deparamos com inúmeros corredores e adeptos da atividade física em geral que, em busca de uma melhor performance –  alguns até mesmo por se preocuparem com o que é “certo” e o que é “errado” – nos perguntam qual é o melhor tênis para a sua pisada. O impulso motivado pelo perfeccionismo ou, até mesmo pelo modismo, muitas vezes leva as pessoas a adquirirem tênis inadequados para o  seu pé.

É muito comum, ao entrarmos em uma loja de tênis, sermos impelidos pelo vendedor a comprar o mais “bonito” ou o mais procurado no momento. Às vezes, os próprios vendedores pedem para observar nos tênis do cliente os pontos mais gastos e, a partir desta análise, indicam que tênis comprar. Um absurdo! A cada 10 pares de tênis observados, 90% devem estar gastos nos compartimentos posterior e lateral do tênis, dando a entender que a pisada seria supinada – uma conclusão equivocada. O primeiro contato do pé durante a marcha inicia com o toque de calcanhar e termina com a retirada do hálux (dedo) da outra perna. Este período constitui os primeiros 15 a 25% da fase de apoio. Antes do toque de calcanhar, o calcâneo sofre uma inversão de aproximadamente 2º. Por esse motivo, a maior parte dos calçados se desgasta mais na lateral posterior.

Então vamos ao correto: deixando de lado o desgaste do calçado, é preciso partir para uma avaliação estática em que se observa os pontos de maior pressão plantar no pé (retropé, mediopé e antepé) de uma pessoa descalça. Observamos também as calosidades, os joelhos e  o quadril.  Após uma análise estática, partimos para uma avaliação dinâmica, a mais importante e real avaliação de pisada. É essa fase que permite entender o ciclo da marcha individual de uma pessoa e classificar  sua pisada. Somos seres em constante movimento, por isso classifico a avaliação dinâmica como principal.

Indicaremos um tênis para pronação, neutro ou supinação apenas para melhor conforto e ajuste no pé do atleta . Tênis nenhum é capaz de corrigir a pisada. O tênis não tem capacidade para suportar um desabamento de arco plantar, por exemplo. Com o tempo de uso, com a intensidade de um tipo de corrida em que o retropé sofre suas alterações durante o impacto,  o tênis cede e nada é suportado ou corrigido.  Por isso, quando a ideia for corrigir uma estrutura em que existe um excesso de pronação ou supinação, indicamos as palmilhas corretivas. Muitas das lesões, quando diagnosticadas e avaliadas, decorrem de alteração de base.  As palmilhas corretivas são feitas sob medida para cada tipo de pé e adaptadas dentro do tênis utilizado para atividade. Elas suportam alterações mesmo na intensidade do movimento.

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Cristiano Soares Salgado
Fisioterapeuta formado pela PUC Minas, com especialização em Fisioterapia Esportiva. Integrante da equipe de treinamento da HF Treinamento Esportivo.

Contato:
Celular: 31 8427 9620
Site: www.cristianosalgado.com
Email + MSN: [email protected]


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